quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Ser humano é mesmo complicado.
Na infância sonha com a adolescência, e quando chega, quer logo ficar mais maduro pra ser mais respeitado, e quando atinge o sonho, quer voltar a ser criança.
Vai entender!!!

Mais Gostaria de voltar no tempo
para de roda brincar, de pião girar!
A ingenuidade cultivar.
Dores, só das quedas.
Os abraços recebidos, os sonhos vividos!
A inocência nos olhos, os SUPER poderes e quereres poderiam ser tirados ali,
de um pé de manga, de laranja, de um brincar no riacho, as corridas pra se alcançar uma bola. Ah, meu tempo de infância, de criança.
Era tudo doce, feito o algodão doce. Era tudo tão intenso, tão rápido, grande, quente.
E o frio, não havia. Não era um, eram dois, um dia quem sabe três, quatro, ou cinco com o cachorro.
Eram sorrisos, era cor, música, fragrância, gritos. Era acordar num domingo de sol, abrir a janela e ver o mar.
Era sorvete de limão em um dia quente de não se acabar mais. Eram e mais filmes, e um edredom.
Pés em meia, mãos dadas, sorrisos, verdades, simplicidades. Era amor.
Era festa, quando se reuniam. Eram dias nublados, que se ensolaravam com apenas um sorriso. Era leite quentinho, daquele de paçoca, no fim da tarde. Eram fotografias, retratos em preto e branco, e coloridos de alegria.
Era vontade, de inexistir, olhando o céu cair, sobre si, e não sentir. Era não se importar, não se enraivecer.
Eram verdades ditas, e abraços trocados depois. Era o tudo e o nada, o talvez e o também.
Era o conforto, o carinho. Era uma vida inteira,
pra dois [e depois três, quatro ou cinco com o cachorro].
É saudade, dessas de não caber no peito.
Ah, Minha Infância!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O amor acaba. Num sábado cinzento, num sábado de carnaval. O amor se perde.
O amor desaparece. Acaba entre um sorriso e um soluço, no meio do filme, no cinema, no movimento da mãão que busca a outra mão, mas mão já não há.
cadê o amor que estava aqui? O gato comeu. Cadê meu deus o amor? O amor escorre, escapa, dissolve, seca, evapora-se de nós.
O amor acaba nas férias, na praia, no sol, em abraços e ofensas, o amor acaba com ódio, acaba mesmo ainda com amor. Aonde foi parar, o amor? Foi embora pro beleléu, pro limpo, foi pro inferno isso sim.
O amor acaba como acabou aquele cigarro que tava queimando a poucos minutos na beira da minha piscina. Em todos os lugares o amor acaba; qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; PRA RECOMEÇAR, em todos os lugares o amor ACABA

Eu escolhi que aquele fosse o último abraço. Agora é outra que ri apaixonada de algum provavel barulho que ele faça dormindo ou das tremidinhas estranhas que ele sempre dá enquanto dorme.
Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conheçido homens que não me pediam para deixar a luz do abujur acessa para dormir, não faziam uso de um tal cigarro que me irritava profundamente, não tinham a mania horrivel de nunca usar copo e beber tudo pelo gargalo, não cantavam tão mal e tampouco cismava as vezes em cantar inglês, não tiravam sarro do bairro que moro, não insistiam em me perguntar a data de namoro ou de aniversário por que sabem que sou péssima com datas, era ele que eu amava, era ele que eu queria.
Ele me diria que, mesmo depois de ter conhecido mulheres que não reclamavam do ventilador, que não viram as costas para dormir, mulheres que arrumavam a cama e não demoravam tanto para sentir prazer, que não usavam all star pintado com canetinha, era eu que ele amava, era eu que ele queria.
Mas a realidade é que não gostamos desses tipos de filmes fracos com finais felizes, gostamos dos filmes onde os finais nem sempre são felizes, aonde as pessoas sofrem e se perdem, assim como aconteceu com a gente.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sabia que algo devia ser dito naquele momento, eu não podia sair dali sem ter a certeza de que veria ele no dia seguinte, só consigo dormir bem quando tenho essa certeza. Então respirei bem fundo e dessa vez não consegui nem penetrar meus olhos nos dele. Eu não sabia que consegueria tanto sem sequer se esforçar. Precisava falar alguma coisa, sabia que era uma necessidade extremamente intensa que estava quase me enlouquecendo, mas congelei, respirava fundo e claro...não falava.
Sempre fui boa com as palavras, mas as palavras nunca gostaram muito de mim, sempre me fogem quando mais preciso. Não?! Como assim não? É verdade...as palavras sempre estão aí, nunca me faltam, assim como também nunca me falta o medo. Não culpo então as palavras, se quizer culpar alguém, culpe a perfeição por me deixar tão nervosa. Que perfeição? Não existe perfeição! Mas eu não consigo me lembrar disso quando você está do meu lado, sempre cheiroso, nem que seja apenas o cheiro do seu shampoo, sempre lindo...pra que tudo isso? eu ja me contentaria se você fosse só um poquinho cheiroso, não precisava de muito, e também não precisava ser extremamente lindo, um pouquinho tava bom, e podia ser também um beijo mais o menos, não precisava me tirar o fôlego...que fosse tudo menos, só que não me fissese ficar assim agora quase dependente de você. Não sou dependente disso. Só ainda não tive total certeza disso...Mas enfim alí parada nem se quer olhando pra ele que estava do meu lado passava tanta coisa na minha cabeça, eu só nunca consigo abrir a boca, a menos quando ele me beija pra acabar com o clima, mas dessa vez eu sabia que ele não iria fazer isso, sempre brigo com ele quando faz isso, na verdade é só pra fazer charme por que eu amo quando no meio da briga ele vem e me beija forte como se dissese "vamos parar de brigar..." e funciona...tudo bem que uma hora depois voltamos ao assunto, pelo menos esses beijos se repetem também. Parece estranho como até as brigas dão saudade quando estamos separados.
Separados?...E assim eu fui embora, sem dizer nada.
Por que demorei tanto pra falar alguma coisa? Qual sentimento será maior em mim? Será meu medo tão grande? MEDO DO QUE MONICA? É meu orgulho. Por que não me pergunto de novo por que demorei tanto? Ele não vai me esperar a vida inteira. Era pra ele dizer que "sim vou te esperar", eu te expliquei a regra tantas vezes... Mas tudo bem, eu deixo ele descumprir as regras. Sempre deixo sem perceber...sem entender. Tudo o que eu entendo é, que vindo dele, é bem-vindo. Por que ele não é só 'bom-o-suficiente' ELE É MAIS...