quarta-feira, 28 de julho de 2010

O amor acaba. Num sábado cinzento, num sábado de carnaval. O amor se perde.
O amor desaparece. Acaba entre um sorriso e um soluço, no meio do filme, no cinema, no movimento da mãão que busca a outra mão, mas mão já não há.
cadê o amor que estava aqui? O gato comeu. Cadê meu deus o amor? O amor escorre, escapa, dissolve, seca, evapora-se de nós.
O amor acaba nas férias, na praia, no sol, em abraços e ofensas, o amor acaba com ódio, acaba mesmo ainda com amor. Aonde foi parar, o amor? Foi embora pro beleléu, pro limpo, foi pro inferno isso sim.
O amor acaba como acabou aquele cigarro que tava queimando a poucos minutos na beira da minha piscina. Em todos os lugares o amor acaba; qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; PRA RECOMEÇAR, em todos os lugares o amor ACABA

Eu escolhi que aquele fosse o último abraço. Agora é outra que ri apaixonada de algum provavel barulho que ele faça dormindo ou das tremidinhas estranhas que ele sempre dá enquanto dorme.
Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conheçido homens que não me pediam para deixar a luz do abujur acessa para dormir, não faziam uso de um tal cigarro que me irritava profundamente, não tinham a mania horrivel de nunca usar copo e beber tudo pelo gargalo, não cantavam tão mal e tampouco cismava as vezes em cantar inglês, não tiravam sarro do bairro que moro, não insistiam em me perguntar a data de namoro ou de aniversário por que sabem que sou péssima com datas, era ele que eu amava, era ele que eu queria.
Ele me diria que, mesmo depois de ter conhecido mulheres que não reclamavam do ventilador, que não viram as costas para dormir, mulheres que arrumavam a cama e não demoravam tanto para sentir prazer, que não usavam all star pintado com canetinha, era eu que ele amava, era eu que ele queria.
Mas a realidade é que não gostamos desses tipos de filmes fracos com finais felizes, gostamos dos filmes onde os finais nem sempre são felizes, aonde as pessoas sofrem e se perdem, assim como aconteceu com a gente.

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