sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Obrigada.

Ele é um super-homem quando a gente precisa e uma criancinha fofa quando a gente também precisa. Ele pára o mundo todo, se ajoelha no sofá deixando as mãos no meu colo: “Você é Linda.” Seus olhos quase se enchem de lágrima, a música se torna instrumental matando qualquer outra palavra, a cidade não respira, o tempo não existe, a solidão é coisa de gente que mora muito longe dali, minha mente aquieta todos os monstros, as mulheres lindas nas capas das revistas são empilhadas descartavelmente e viram nada, a poluição vira oxigênio puro e cor-de-rosa, Num ímpeto de tesão, ou talvez após um trabalho de consciência confusa que, por preguiça, acabava se decidindo impulsivamente. O outro homem que é dono sem merecer do meu corpo magoado explode no ar deixando apenas estrelas para iluminar meu recomeço, as dúvidas todas do que fazer pelos próximos mil anos se simplificam porque eu só desejo viver aquele momento, sim, sim, sim, eu quero zerar tudo de antes e de depois e amar esse homem agora, como antes, como nunca. Por que não? Eu realmente queria tudo aquilo, queria sim. Queria como a manhã pede o sol, como o mar pede o azul, como as arvores pedem a brisa suave de um fim de tarde, como eu peço a Lua todas as noites! E era assim suave, breve, confiante. Mais não, não era tão facil assim e talvez nunca será, porque sempre serei o lado mais racional de tudo e isso acaba comigo, acaba com meus sonhos, meus planos, meus sentimentos e por fim acaba com minha segurança. É assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo!

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